Curso ‘A noção de justiça na história da Filosofia’ tem aula sobre o pensamento de Hegel e de Marx

Curso é ministrado pelo professor Alysson Mascaro.

 

Com a aula “Idade contemporânea – Hegel e Marx”, teve prosseguimento no último dia 5 o curso A noção de justiça na história da Filosofia da EPM, com exposição do professor Alysson Leandro Mascaro. A aula teve a participação do juiz Luis Manuel Fonseca Pires, que coordena o curso, juntamente com o desembargador Paulo Magalhães da Costa Coelho.

 

Contextualizando o momento histórico em que surgiram as correntes filosóficas analisadas, Alysson Mascaro recordou que a Europa encontrava-se no período moderno, em que vigorava, inclusive na Filosofia, a visão da burguesia, que defendia a propriedade privada, a liberdade de comércio e a igualdade perante a lei, tendo como principais pensadores Kant, Locke, Rousseau e Hobbes. Ele lembrou que aos poucos o sistema de valores que favoreceu a burguesia prevaleceu sobre o sistema absolutista e sobre o domínio da Igreja Católica.

 

O palestrante explicou que, diferentemente de Kant, que considerava a justiça um conceito individual intuído por todos, o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831) acreditava que a verdade, a razão e a justiça são construções históricas, não havendo assim um conceito imutável e inquestionável de justiça.

 

Alysson Mascaro acrescentou que, para Hegel cada tempo histórico só pode ser compreendido quando descoberto o conflito que o estrutura. E para tal, o filósofo inaugurou o método dialético. Em relação à justiça, lembrou que Hegel afirmava que “o Estado é a razão em si e para si”, frase que inaugurou o pensamento contemporâneo sobre o tema.

 

Em seguida, o expositor abordou a visão do filósofo e sociólogo alemão Karl Marx (1818 – 1883), que analisou com minúcia as relações na era capitalista. Ele recordou que para Marx a relação social de mercadoria permeia a sociedade e o dinheiro faz a intermediação das coisas. Com isso, tudo passa a ter um valor de troca mercantil, não havendo um valor pré-determinado ou intrínseco e sim o que estão dispostos a pagar.

 

O palestrante acrescentou que Marx considerava o capitalismo a sociedade da mercadoria, sobretudo porque o valor mais importante do modo de produção – a força de trabalho – transformara-se em mercadoria. E recordou que, para o filósofo as relações no capitalismo estão orientadas para a acumulação do capital. A respeito da visão de Marx sobre justiça, salientou que ele considerava que ela tem por objetivo manter a estrutura das relações sociais e de classe.

 

LS (texto) / MA (arte)