EPM e CIJ promovem o seminário ‘Infância e Juventude e a dependência em jogos eletrônicos’

Palestrante discutiu navegação excessiva na internet.

 

Foi realizado ontem (7) o seminário Infância e Juventude e a dependência em jogos eletrônicos, promovido pela EPM, em parceria com a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) e a Coordenadoria de Apoio aos Servidores (CAPS). Ministrado pelo psicólogo Cristiano Ricardo Faedo Nabuco de Abreu, o seminário aconteceu na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior, com a participação de 730 pessoas nas modalidades presencial e a distância.

        

O desembargador Antonio Carlos Mathias Coltro, um dos responsáveis pela CAPS no biênio 2018/2019, fez abertura do evento. “Estamos mais uma vez reunidos para aprender. A exposição de hoje, principalmente pela formação do expositor e pelo assunto abordado, é interessantíssima. Tenho certeza de que sairemos daqui engrandecidos.”

        

O juiz diretor do Foro Regional de Penha de França e integrante da Coordenadoria da Infância e da Juventude, Paulo Roberto Fadigas Cesar, representou o coordenador da CIJ, desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, e apresentou o palestrante. Cristiano Ricardo Faedo Nabuco de Abreu tem aprimoramento em Psicoterapia Focada nas Emoções pela York University (Toronto/Canadá), mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, doutorado em Psicologia Clínica pela Universidade do Minho (Portugal) e pós-doutorado pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “Escolhemos a melhor pessoa para falar sobre o assunto”, disse Paulo Fadigas.

        

“O que hoje mais falta na nossa existência é a perspectiva dos contatos, pois estão sendo substituídos pelas máquinas. É exatamente sobre esse tema que vamos nos debruçar”, disse Abreu no início de sua palestra. Ele alertou que o Brasil é líder mundial no tempo gasto em conexões domésticas e em utilização do aplicativo WhatsApp. “Apesar de tudo aquilo de bom que essas informações trazem, também existe outro lado, pois a informação nem sempre traz conhecimento. Vamos dormir usando a tecnologia e começamos o dia com ela. A tecnologia, ao mesmo tempo em que conecta, também isola”, apontou.

        

De acordo com o professor, os jovens passam a trocar a experiência da vida real pela ilusão da vida virtual. “A grande questão desses jovens é a solidão. Buscam companhia na internet. Sem relacionamento humano eles se perdem. Não adianta proibir o uso da internet, o importante é os pais estarem atentos e acompanharem de perto o jovem nesse momento”, afirmou. “Crianças e adolescentes precisam ir para a escola, realizar suas atividades diárias e, no tempo que sobra, podem jogar e usar a internet”, afirmou. “É hora de usar a tecnologia de uma maneira inteligente”, concluiu.   

        

No final, o convidado recebeu certificado do TJSP do desembargador Antonio Carlos Mathias Coltro. Também acompanhou o evento o juiz Renato Genzani Filho.

 

SO (texto) / DG (fotos)