EPM e CIJ promovem seminário sobre a importância da figura paterna

Exposição foi feita por Leandro Ziotto.

        

Foi realizado ontem (13), na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Junior, o seminário A importância da figura paterna, promovido pela EPM e pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de São Paulo. A exposição foi proferida por Leandro Ziotto, fundador da 4 Daddy, plataforma de informações sobre paternidade. Estiverem presentes o coordenador da CIJ, desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, também conselheiro da EPM, e o integrante consultor da CIJ desembargador Antonio Carlos Malheiros. Mais de 800 pessoas acompanharam o evento nos modos presencial e a distância.

       

O palestrante é administrador de empresas, com MBA em Gestão de Negócios e pós-graduação em Matemática Aplicada. Ele também integra os grupos de trabalho “Homens pela primeira infância” e “Criança e adolescente”.

        

No início de sua fala, Ziotto contou que se tornar pai, assim como se tornar mãe, é uma oportunidade ímpar de melhorar como pessoa, fato que ele mesmo sentiu na pele. Além disso, fez questão de frisar que sua intenção com a palestra não é apresentar um guia de como ser um bom pai, mas quebrar certos paradigmas que envolvem a função paterna. “O homem pode sim ser amoroso e afetivo”, afirmou.

        

Segundo Ziotto, desde criança somos ensinados a relacionar o acolhimento, o cuidado e o conforto à figura materna e a fazer uma ligação entre as regras e a imposição de limites à função paterna. “Nenhuma dessas funções está errada, porém nenhum pai precisa necessariamente exercer apenas as funções paternas e a mãe apenas as funções maternas. Elas estão ligadas não ao sexo, mas, sim, a questões de personalidade e culturais”, explicou.

        

Ele também ressaltou a importância de políticas públicas que pensem na paternidade: “paternidade é também um ato social e político. Paternidade é política pública". Contou que fez parte do grupo de pessoas que se articulou para aumentar a licença paternidade de cinco para 20 dias e que espera que ocorram novos aumentos em breve.

        

Antes de encerrar sua exposição, Ziotto destacou que uma figura paterna presente ajuda no desenvolvimento cognitivo da criança, melhora o desempenho escolar, diminui taxas de delinquência e promove equidade de gênero dentro de casa e na sociedade. “Paternidade, para mim, é um ato político, social e de cidadania!”, finalizou.

        

Ao fim da palestra, o desembargador Antonio Carlos Malheiros entregou um certificado de participação a Ziotto. Dentro de dez dias, a palestra estará disponível na íntegra na página www.nucleomedia.com.br/tjsp-cij.

        

AS (texto) / KS (fotos)