EPM promove segunda edição do curso ‘Semáforo da comunicação empática’
Curso é ministrado por Alessandro de Souza Lima.
Teve início na quinta-feira (5) na EPM a segunda edição do curso Semáforo da comunicação empática, ministrado pelo juiz Alessandro de Souza Lima, coordenador do curso. Na primeira aula foi discutida a importância da pacificação social e apresentados conceitos da gestão de conflitos e de negociação empática, ilustrados por exemplos práticos e experiências na atuação do palestrante no Judiciário, no magistério e na vida pessoal.
Alessandro Lima explicou inicialmente que o semáforo da comunicação empática utiliza uma analogia com o trânsito para construir uma comunicação eficiente. “Se não obedecermos ao sinal vermelho no semáforo e avançarmos, vamos colidir. Na comunicação ocorre da mesma forma. Existem regras e se não as respeitarmos e falarmos o que quisermos, seguramente teremos problemas”, observou, salientando que a metodologia foi aplicada com sucesso em escolas e na Unesp em São José dos Campos.
Ele lembrou que os conflitos interferem na qualidade dos relacionamentos, mas fazem parte da natureza humana e podem ser vistos como oportunidades, indicativos de que algo não está bom, e que se forem bem gerenciados, podem gerar amadurecimento das relações. Acrescentou que, para isso, é preciso identificar as três fases dos conflitos: o conflito consigo mesmo, na qual o autoconhecimento é fundamental para que se tenha clareza sobre os próprios valores; o diálogo e a decisão por terceiro.
O expositor elencou ainda os tipos de comportamentos diante de conflitos: evitar, acomodar, competir, conceder e colaborar. Nesse sentido, salientou a importância de incentivar acordos, possibilitando uma Justiça mais humanizada, mas frisou a necessidade de que os acordos sejam satisfatórios para as partes: “um processo a menos não muda vida do juiz, nem a do advogado, mas muda a vida das pessoas. Mas um acordo mal feito prejudica a vida das pessoas”.
Alessandro Lima falou também sobre as técnicas de persuasão, utilizadas para influenciar o comportamento das pessoas, destacando seis princípios: reciprocidade, compromisso e coerência, aprovação social, autoridade, escassez e afeição. A seguir, falou sobre a negociação empática, esclarecendo que a negociação é uma habilidade e pode ser instintiva ou técnica, egoísta ou empática. Ele destacou quatro princípios básicos, apontados na obra Getting to yes – negotiating agreement without giving in, do projeto de negociação de Harvard: separe as pessoas dos problemas; concentre-se nos interesses e não nas posições; invente posições de ganhos múltiplos; e insista em critérios objetivos.
MA (texto e fotos)