EPM promove nova edição do curso ‘Liderança judicial’ para magistrados

Participam coordenadores regionais, diretores de fóruns e corregedores.

 

A EPM iniciou ontem (18) a segunda edição do curso Liderança judicial, direcionada a magistrados coordenadores dos núcleos regionais da Escola, diretores dos fóruns, corregedores de Unidades de Processamento Judicial (UPJs) e de varas de Violência Doméstica e de Infância e Juventude da capital e Grande São Paulo. Realizado de maneira on-line, o curso terá um encontro presencial. Na abertura, o diretor da EPM e os coordenadores do curso detalharam os objetivos e a programação e foi feita a apresentação dos participantes..

 

Na abertura, o diretor da EPM, desembargador Ricardo Cunha Chimenti, explicou que o curso visa compartilhar conhecimentos sobre liderança, com foco na atuação dos magistrados como gestores e líderes sociais, aproximando o Judiciário da sociedade, de maneira a prestar esclarecimentos e ampliar a participação social e educativa. Ele também destacou o objetivo de expandir os grupos reflexivos para homens autores de violência, com a atuação de magistrados na implementação de novos grupos em todo o estado, como estratégia de prevenção da violência de gênero e de redução de feminicídios.

 

O desembargador Jayme Martins de Oliveira Neto salientou o objetivo de identificar líderes da magistratura, capacitá-los e levar o curso para outras regiões do estado. Ele ponderou que a resposta institucional da magistratura a ataques e críticas deve ser a ampliação da atuação social e comunitária e que o curso é possibilita o compartilhamento de experiências bem-sucedidas, estabelecimento de conexões entre lideranças e o estímulo a ações que reforcem a identidade institucional do Judiciário perante a sociedade.

 

A desembargadora Maria Fernanda de Toledo Rodovalho salientou a ideia de congregação de esforços e de reflexão sobre a magistratura, na busca de uma gestão mais profícua. Ela destacou a mudança do papel do juiz, observando que ele não atua apenas no processo judicial, precisa interagir com advogados, partes, agentes públicos, o que demanda habilidades de comunicação e de gestão, para que possa agregar e não afastar. Ela também enfatizou o aspecto de construção conjunta do curso e de disseminação de conhecimentos.

 

O desembargador José Henrique Rodrigues Torres frisou que os participantes foram convidados porque já são líderes em suas áreas de atuação e que a magistratura precisa de líderes para promover a transformação do Judiciário, garantir direitos e ampliar o alcance social da magistratura. Ele ressaltou também a importância da educação e da formação continuada dos magistrados para viabilizar essa transformação.

 

A juíza Helena Campos Refosco falou sobre a contribuição dos estudos acadêmicos e da observação da atuação de líderes da magistratura frente aos desafios enfrentados. Ela ponderou que liderança é enxergar as oportunidades que surgem nas mudanças, ter resiliência para os desafios que inerentes a essas mudanças, refletir sobre os caminhos para o engrandecimento e preservação da imagem do Judiciário e manter paz interior, coleguismo e satisfação na carreira, concluindo que coletivamente todos são mais fortes e capazes na busca desses objetivos.

 

MA (texto) / Reprodução (imagem)


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