EPM promove nova edição do curso de formação de expositores das oficinas de divórcio e parentalidade
Curso prepara facilitadores para atuação nos Cejuscs.
A EPM iniciou hoje (27) nova edição do curso Formação de Expositores das Oficinas de Divórcio e Parentalidade, direcionado a profissionais indicados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). A formação prepara os participantes para conduzir oficinas destinadas a pais, mães e responsáveis, promovendo a reflexão sobre as relações familiares e seus impactos na vida de crianças e adolescentes.
A juíza Vanessa Aufiero da Rocha, coordenadora do curso, destacou que a proposta vai além da transmissão de conteúdos e materiais para serem reproduzidos pelos participantes. Ela frisou que a formação representa uma oportunidade de olhar para as próprias motivações e para o papel que cada profissional desempenha ao se colocar à disposição das famílias. Acrescentou que o curso pretende ampliar a consciência dos participantes para que possam atuar no fortalecimento das famílias e no apoio às pessoas para que retomem a própria história com dignidade.
Vanessa Aufiero salientou ainda que o curso é construído a partir das experiências trazidas pelo próprio grupo e que determinados assuntos podem despertar questões pessoais. Nesse sentido, ressaltou a importância de uma postura marcada por “coragem e humildade”, para que os futuros facilitadores estejam preparados não apenas tecnicamente, mas também para acolher as diferentes histórias que encontrarão durante o trabalho.
A programação reúne exposições e dinâmicas sobre diferentes aspectos da atuação dos facilitadores. Entre os temas, estão o desenvolvimento da habilidade de exposição, comunicação não violenta, a apresentação da oficina destinada a pais, crianças e adolescentes e a legislação relacionada às oficinas de divórcio e parentalidade. As atividades são conduzidas pelas juízas Vanessa Aufiero e Mônica Tucunduva Spera Manfio, pela psicóloga Fabiana Cristina Aidar da Silva, pela psicóloga judiciária Cristina Palason Moreira Cotrim, pela conciliadora Margarete Aparecida Saltoratto e pela servidora Maria Auxiliadora Lima.
A formação integra uma política voltada ao tratamento dos conflitos familiares para além da disputa judicial. Institucionalizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Recomendação nº 50/14 e regulamentada no Tribunal de Justiça de São Paulo pelo Provimento nº 2.327/16 do Conselho Superior da Magistratura. A oficina de parentalidade utiliza uma abordagem educacional e multidisciplinar, com a proposta de ajudar famílias em processo de separação a compreender que o fim da relação conjugal não encerra os vínculos e as responsabilidades decorrentes da parentalidade, contribuindo para relações mais equilibradas e para a proteção do desenvolvimento de crianças e adolescentes.
RL (texto) / RL e BS (fotos)