Novo curso da EPM promove diálogo entre o Direito e a Psicanálise
Aula inaugural foi ministrada por Rodrigo Oliveira.
Conceitos fundamentais do sistema psíquico foram discutidos na aula inaugural do curso Direito e Psicanálise: o inconsciente, a subjetividade e os conflitos contemporâneos na área jurídica, realizada ontem (3) na EPM. A exposição foi feita pelo advogado e psicanalista Rodrigo D’Orio Dantas de Oliveira. O curso teve 1.008 matriculados nas modalidades presencial e a distância, abrangendo 132 comarcas e 22 estados.
O desembargador Eutálio Porto, coordenador do curso, agradeceu a participação de todos e salientou a intenção de que o curso seja um ponto de partida para análises mais aprofundadas. Ele destacou a importância da Psicologia para a evolução do Direito, contribuindo para a compreensão de padrões de comportamento. “O Direito e a Psicanálise estão muito próximos. O primeiro estabelece o padrão de comportamento das pessoas por meio de normas e regras, e, para entendermos o Direito, é fundamental entendermos as pessoas.”
Em sua exposição, Rodrigo D’Orio contextualizou o surgimento dos primeiros estudos de Sigmund Freud – incluindo a introdução da Primeira Tópica Freudiana, na qual o médico austríaco sugere a divisão do aparelho psíquico em consciente, pré-consciente e inconsciente, – e os conceitos de narcisismo e culpa, ao procurar responder dois questionamentos: por que cumprimos a lei e qual a lei que nós cumprimos? Ele descreveu o estudo da Psicanálise como complemento da dogmática do Direito. “Civilização é viver entre seres que têm a lei psíquica introjetada. Cumprimos a lei porque tivemos a introdução da interdição por meio do que Freud chama de função paterna e queremos, um dia, atingir o nosso ideal de ego”, afirmou
BS (texto) / RL (fotos)