Desafios da Polícia Militar e combate à violência contra a mulher são debatidos no ciclo 'Com a palavra, as juristas'

Comandante-geral da PM de São Paulo foi a palestrante.

 

A EPM, em parceria com a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp), realizou hoje (15) nova palestra do ciclo on-line Com a palavra, as juristas. A exposição foi feita pela comandante-geral da Polícia Militar do estado de São Paulo, coronel PM Glauce Anselmo Cavalli, que falou sobre liderança e inovação na instituição.

 

A abertura foi feita pelo diretor da EPM, desembargador Ricardo Cunha Chimenti, que agradeceu a participação de todos, e especial da palestrante, e o trabalho das coordenadoras, destacando o alcance do evento, com matriculados de 16 comarcas e nove estados.

 

Glauce Cavalli apresentou a estrutura da Polícia Militar e falou sobre liderança militar feminina e sobre os desafios que a instituição enfrenta em relação à segurança pública e ao combate à violência contra a mulher e familiar. Ela informou que as mulheres compõem 14% do efetivo da PM em São Paulo, enfatizando o ganho para as organizações militares quando oportunizam a função da liderança por mulheres. "Queremos um cenário em que esses números não sejam mais importantes e tenhamos avanço não só institucional, mas da própria sociedade", afirmou.

 

A expositora falou sobre os recursos da PM de São Paulo e ressaltou a produtividade na apreensão de drogas e armas, recuperação de veículos e prisão de pessoas. Sobre a queda nos índices de homicídio ao longo dos anos, salientou a importância de políticas públicas que contribuem para essa conquista. "Planejamos nossos empregos e políticas com a percepção de que a segurança é algo que modifica a vida diária da população", complementou.

 

Glauce Cavalli ressaltou que a violência contra a mulher não se restringe à agressão física, mas engloba também atitudes de controle, como da vida financeira, de saídas e de frequência de lazer. Destacou iniciativas como a Cabine Lilás, que oferece acolhimento por policiais mulheres; o aplicativo SP Mulher Segura, pelo qual a mulher pode registrar boletim de ocorrência e acionar a polícia; e a Patrulha SP Mulher Segura, que é priorizada no atendimento emergencial. Ela frisou que o uso desses instrumentos reforça que a segurança pública precisa se valer da tecnologia e da integração dos órgãos de inteligência.

 

Entre os principais desafios, alertou para o problema da subnotificação, ponderando a necessidade de incentivar programas como o Não se Cale, que encorajam a vítima a buscar a rede protetiva e garantir a efetiva aplicação de das políticas públicas nesse enfrentamento.

 

Participaram também do evento as coordenadoras do ciclo, desembargadoras Flora Maria Nesi Tossi Silva, coordenadora da Comesp; e Maria de Fátima dos Santos Gomes, vice-coordenadora da Comesp; e juízas Maria Domitila Prado Manssur e Gina Fonseca Corrêa, coordenadoras da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM.

 

BS (texto) / BS e LS (reprodução e arte)


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