EPM promove capacitação em arborização urbana a magistrados

Curso em cumprimento ao Plano de Logística Sustentável.

 

Magistrados e magistradas paulistas participaram, ontem (3), do curso de Curso de Capacitação em Arborização Urbana no Âmbito do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, realizado em formato virtual pela Escola Paulista da Magistratura. O objetivo foi sensibilizar e capacitar juízes diretores das RAJs e dos fóruns sobre a importância das árvores no meio ambiente urbano, conforme previsto na política de sustentabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em cumprimento ao Plano de Logística Sustentável do TJSP.

“Qualquer árvore que vocês tenham plantado produz um resultado em quem se abriga à sombra e vê a beleza daquilo, e isso nos lembra que temos que cuidar de alguma coisa que vai além de nós, que é da natureza”, destacou, na abertura do evento, o coordenador do curso e da Área de Direito Ambiental da EPM, desembargador Ricardo Cintra Torres de Carvalho. A capacitação também teve a coordenação do juiz Rafael Tocantins Maltez, que conduziu os debates.

A primeira apresentação foi do juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, que falou da arborização sob três perspectivas: meio ambiente, pelo impacto positivo na biodiversidade e microclima; social, com ênfase no conforto térmico e qualidade do espaço; e instituição, pelo caráter simbólico e indutor dessas iniciativas. Do ponto de vista da política pública, destacou a importância de etapas como diagnóstico dos locais, alternativas, implementação e avaliação, além de destacar normativos como as Leis nº 12.187/29, 14.904/24 e a Resolução CNJ nº 400/21.

A juíza Fernanda Menna Pinto Peres ressaltou o papel das inciativas para além do paisagismo, uma vez que o plantio tem influência direta na mitigação das mudanças climáticas. Entre os benefícios diretos, citou a redução das temperaturas médias nas cidades, diminuição da poluição, melhoria da qualidade do ar e proteção da água e do solo. A magistrada também frisou a importância de s como a Plano Nacional de Arborização Urbaba (PlaNau) e a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana.

Na sequência, a professora e pesquisadora Juliana Gatti Pereira Rodrigues, fundadora do Instituto Árvores Vidas, trouxe diversos aspectos técnicos à aula, destacando particularidades dos biomas brasileiros e das diferentes espécies. A palestrante falou de como reduzir os riscos de quedas de árvores e da importância de se colocar a qualidade ambiental no centro das escolhas políticas, sobretudo pelo efeito da arborização em pastas como saúde, educação, mobilidade urbana, lazer, habitação e assistência social.

Por fim, o servidor Paulo Eduardo Rosa Fochi, que cuida da administração predial do Fórum de Osvaldo Cruz, compartilhou boas práticas realizadas no local, onde há cerca de 7 mil metros quadrados de área verde. Por lá, foi implementado um pomar com mais de 40 frutíferas, além de outras árvores de diversas espécies e da instalação de uma cisterna que reaproveita mais de 10 mil litros de água da chuva.

Comunicação Social – RD (texto e fotos)
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