Novo curso da EPM promove análises filosóficas de clássicos da literatura

Luiz Rizzato Nunes foi o expositor.

 

A EPM iniciou hoje (5) o curso Filosofia através da Literatura – distinção de discursos(?), com exposição do professor Luiz Antonio Rizzatto Nunes sobre o tema “Distinção entre o discurso filosófico e o literário e suas conexões”.

 

O desembargador Paulo Magalhães da Costa Coelho, coordenador da área de Filosofia do Direito da EPM e do curso, agradeceu a participação de todos, em especial do palestrante, e o apoio da direção da EPM. O juiz Jarbas Luiz dos Santos, também coordenador da área e do curso, enfatizou a pertinência do assunto. "Todas as vezes que lidamos com uma obra filosófica, há a necessidade de nos questionarmos em qual área da Filosofia ela se encontra", pontuou, categorizando o curso como da categoria "estética" ou "filosofia da arte", que discute se a beleza é subjetiva ou se há critérios objetivos mínimos. Citou ainda o filósofo francês Jean-Paul Sartre, lembrando que ele discorreu sobre a complexidade do pensamento literário e enxergou a literatura não apenas como expressão estética, mas como entretenimento e ato de liberdade e de engajamento.

 

Em sua exposição, Luiz Rizzato Nunes falou sobre a importância da linguagem para a construção da realidade. Ele observou que, a partir de narrativas literais e metafóricas, autores de ficção têm o poder de dominar o outro, transformar as pessoas e fazê-las enxergar situações de outra forma. Por isso, ponderou que a Filosofia e a Literatura, apesar de distintas, estão fundamentalmente conectadas. Como exemplo, citou textos de escritores como o checo Milan Kundera, do clássico A insustentável leveza do ser, que discorrem sobre relações humanas de maneira que o romance e a vida real se misturam. O palestrante alertou sobre o perigo de manipulação da verdade que a literatura possui, mas concluiu que o contato com a leitura tem a capacidade de mudar e salvar o ser humano.

 

Os próximos encontros terão debates sobre obras de Guimarães Rosa, Saramago, Shakespeare e Homero.

 

BB (texto) / RL (fotos)


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