EPM promove nova edição do curso ‘Semáforo da comunicação empática’

Curso é ministrado por Alessandro de Souza Lima.

 

A EPM iniciou na sexta-feira (7) a terceira edição do curso Semáforo da comunicação empática, ministrado pelo juiz Alessandro de Souza Lima, coordenador do curso. No encontro inaugural foi discutida a importância da pacificação social e foram apresentados conceitos da gestão de conflitos e de negociação empática, ilustrados por exemplos práticos e experiências na atuação do palestrante no Judiciário, no magistério e na vida pessoal.

 

Alessandro Lima explicou que o semáforo da comunicação é uma metodologia desenvolvida a partir de estudos de gestão de conflitos, neurociência e Psicologia, com o objetivo de melhorar a gestão de conflitos. Ele acrescentou que a metodologia faz uma analogia com o trânsito para construir uma comunicação técnica assertiva. “Sabemos que, diante da luz vermelha, temos que parar e que, diante do sinal verde, podemos avançar. A ideia é identificar quando nós temos que parar na comunicação, na gestão de conflitos, para não sermos dominados pelas emoções. E, por melhor que eu me comunique, o outro pode dizer não e acende-se a luz amarela, de atenção, atenção aos princípios da negociação”, salientou.

 

O expositor lembrou que os conflitos fazem parte da natureza humana e podem ser vistos como oportunidades, indicativos de que algo não está bom, e que se forem bem gerenciados, podem gerar amadurecimento das relações. Acrescentou que, para isso, é preciso identificar as três fases dos conflitos: o conflito consigo mesmo, na qual o autoconhecimento é fundamental para que se tenha clareza sobre os próprios valores; o diálogo e a decisão por terceiro.

 

Alessandro Lima destacou os tipos de comportamentos diante de conflitos: evitar, acomodar, competir, conceder e colaborar. Ele salientou que a postura mais adequada, no plano do intelecto, é colaborar. “O difícil é mover a pessoa da posição de origem para a cooperação e por isso usarmos os princípios de persuasão”, frisou. Em relação às técnicas de persuasão, destacou seis princípios: reciprocidade, compromisso e coerência, aprovação social, autoridade, escassez e afeição.

 

O palestrante falou também sobre a negociação empática, esclarecendo que a negociação é uma habilidade e pode ser instintiva ou técnica, egoísta ou empática. Ele destacou quatro princípios básicos, desenvolvidos em projeto de negociação da Universidade de Harvard: separe as pessoas dos problemas; concentre-se nos interesses e não nas posições; invente posições de ganhos múltiplos; e insista em critérios objetivos. Citou ainda sobre as fontes dos conflitos, elencadas em estudo de Harvard: percepção, emoção ou comunicação, enfatizando a empatia e a escuta ativa entre as técnicas para lidar com elas. Por fim, apresentou técnicas da neurociência que podem ser aplicadas à gestão de conflitos para controlar emoções e melhorar a tomada de decisão, como a pausa de 10 segundos, as respirações profundas, a reformulação mental e a rotulação de emoções.

 

MA (texto) / BS (fotos)


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