EPM realiza solenidade de inauguração do novo auditório e encontro presencial dos juízes do 188º Concurso de Ingresso
Auditório homenageia o desembargador Geraldo Amaral Arruda.
Foi realizada hoje (10) a cerimônia de inauguração do auditório "Desembargador Geraldo Amaral Arruda", localizado no andar térreo do prédio da EPM, e o primeiro encontro presencial dos juízes aprovados no 188º Concurso de Ingresso na Magistratura.
A abertura dos trabalhos foi feita pelo diretor da EPM, desembargador Luis Francisco Aguilar Cortez, que agradeceu a participação de todos, em especial dos integrantes do Conselho Superior da Magistratura e dos familiares do desembargador Geraldo Amaral Arruda. Agradeceu também o apoio incondicional da Presidência e do CSM à EPM e à Escola Judicial dos Servidores (EJUS), destacando a preocupação da gestão do Tribunal com magistrados, servidores e jurisdicionados durante a pandemia, sem descuidar da prestação do serviço público e investindo em tecnologia. “Esse auditório simboliza essa preocupação, em entender que passamos por um período de turbulência, que certamente superaremos e poderemos retomar a convivência pessoal”. Também agradeceu aos conselheiros, coordenadores e servidores da EPM e manifestou a confiança nos próximos dirigentes da Escola e do Tribunal. Por fim, enalteceu a carreira do homenageado e sua atuação na formação de magistrados, lembrando que ele se aposentou em 1981 e faleceu em 2014. “Por mais de uma década após aposentado, ele continuou fazendo esse trabalho de orientação dos magistrados, de maneira gratuita, com muita atenção e generosidade. Parte da nossa atividade traz um pouco do homenageado e isso é um exemplo que queremos transmitir aos novos juízes”, concluiu.
Em seguida, Maria Lúcia de Arruda Aranha, filha do homenageado, ressaltou a emoção pela homenagem e recordou a vocação de seu pai como professor e humanista e a maneira “artesanal” com que orientava os novos juízes, recebendo-os em casa. “Ele dizia que não podia levar em conta somente a lei fria, precisava relacioná-la com o contexto, sempre com o maior cuidado, porque lidava com a vida das pessoas. E dizia que a profissão do juiz é muito difícil, porque exige, além do conhecimento jurídico, ética e saber julgar”, recordou, lembrando que o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça e então juiz Sidnei Agostinho Beneti disse certa vez que o trabalho de seu era a semente da Escola da Magistratura. “Estamos com o coração cheio de emoção por essa homenagem nessa escola, porque ensinar era a alegria dele”, frisou.
O corregedor-geral da Justiça e presidente eleito para o biênio 2022/2023, desembargador Ricardo Mair Anafe, salientou a emoção em participar da inauguração do auditório, que coincidiu com o primeiro encontro dos juízes do 188º Concurso, parabenizando os juízes e os coordenadores do curso. “Senti-me novamente juiz substituto, vindo à presença do desembargador Geraldo Amaral Arruda para que corrigisse minhas sentenças e me desse uma palavra de apoio sobre a importância da magistratura e da prestação jurisdicional. Já aposentado, ele ajudava os juízes de maneira absolutamente graciosa e demonstrava o amor pelo Poder Judiciário, porque somos servidores do Estado, no sentido do exercício da palavra do Estado, e a prestação a jurisdicional é a coisa mais importante que fazemos, porque nosso poder é solucionar os conflitos e dizer o Direito. Fazendo isso bem feito, enaltecemos o Poder Judiciário, que é a representação da vontade do Estado, a garantia do Estado de Direito, em qualquer ação que julgamos”. Ele também cumprimentou a direção da EPM, os magistrados e servidores por garantirem que a Escola se mantivesse em um patamar elevado, sem interrupção durante a pandemia. E congratulou a presidência do Tribunal pela adequação durante a crise sanitária, de maneira a passar pela pandemia com galhardia, com produção elevada e qualidade na prestação jurisdicional.